Beber leite faz bem à saúde


O consumo de leite e seus derivados vem sendo uma questão bastante discutida pela mídia. Os pontos mais discutidos são as acusações de que o leite predispõe ao surgimento de câncer e alergias.

Inúmeros trabalhos, publicados nas mais respeitadas revistas científicas, e realizados em universidades de renome internacional, mostram o contrário. Um estudo publicado no American Journal of Epidemiology, realizado com mais de 61.000 mulheres ao longo de 10 anos, mostrou que não há ligação entre o consumo de lácteos (com alto ou baixo teor de gordura) e o risco de desenvolver câncer de cólon.

Outro estudo publicado no Nutrition and Cancer, afirma que alimentos lácteos com baixo teor de gordura, como leite, queijo e iogurte, podem ser uma poderosa ferramenta na redução dos riscos de desenvolvimento de câncer de cólon, a terceira maior causa de mortes nos EUA.

Um estudo clínico realizado pelo professor de medicina da Universidade de Columbia Peter R. Holt, cientista sênior da Fundação Americana de Saúde, realizado com 40 adultos com histórico de pólipos cólon-retais, que receberam suplementação de cálcio via leite, queijo e iogurte, tiveram redução significativa no crescimento anormal das células epiteliais do intestino.

O Journal of the American Medical Association, também publicou trabalhos que afirmam que o aumento na ingestão de alimentos lácteos com baixo teor de gordura pode fazer com que algumas células pré-cancerosas de cólon retornem a seu estado normal.

O periódico Journal of the National Cancer Institute publicou os resultados de um trabalho realizado com mais de meio milhão de pessoas, cuja conclusão foi a mesmo dos trabalhos citados acima; o consumo de leite fez desacelerar o crescimento celular no intestino e impediu o desenvolvimento do tumor.
O pesquisador Eunyoung Cho, do Brigham and Women's Hospital e da Escola de Medicina de Harvard, descobriu que pessoas que consomem pelo menos 250 ml de leite por dia, tem 15% menos chance de apresentar câncer cólon-retal.
Os alimentos lácteos, além do cálcio, apresentam em sua composição outros nutrientes que, segundo os mais recentes estudos, possuem propriedades anti-câncer, como o ácido linoléico conjugado. Estas substâncias estão sendo estudadas, mas os primeiros resultados com animais mostram a redução de câncer de cólon, mama e estômago.

Entre os potenciais benefícios dessas substâncias, pode-se citar o efeito redutor do colesterol e triglicérides, com conseqüente redução de lesões na aorta; diminuição de gordura corporal com aumento da massa magra corpórea e estímulo da função imunológica.

A Osteoporose também é uma doença que pode ser evitada e tratada com o consumo adequado de lácteos. Ela causa a diminuição da massa óssea e deterioração estrutural ocasionadas pela carência de cálcio, que muitas vezes só é percebida no caso de uma fratura. A Osteoporose tornou-se um problema de saúde pública, com o aumento do número de casos devido a maior expectativa de vida e maior sedentarismo.

Estudos mais recentes mostram que mesmo com uma maior predisposição da mulher para a osteoporose após a menopausa, o índice de homens idosos com essa doença chega a 20% no Brasil. Índice esse superior ao esperado pelos pesquisadores do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia no Rio de Janeiro, que realizaram o levantamento.

Apesar da manifestação da doença começar entre os 40-50 anos, a ingestão de uma dieta saudável rica em cálcio, deve ser iniciada na infância e mantida ao longo da vida, para que seja incorporada à massa óssea uma maior quantidade de cálcio, reduzindo a necessidade de correção com o passar dos anos. Desse modo, há uma prevenção de seu aparecimento. A queda no consumo de lácteos logo após a infância ou a perda desse hábito são extremamente prejudiciais.
Em relação à intolerância à lactose, açúcar presente no leite, este distúrbio está ligado a problemas de incapacidade de sua digestão, que é feita através de uma enzima denominada lactase. Com o passar dos anos, o nível de produção de lactase pode diminuir. Em qualquer época da vida pode aparecer uma incapacidade de produção ou uma inibição temporária da produção da lactase, por exemplo, na seqüência de uma toxinfecção alimentar que traga dano à mucosa intestinal.

Porém, a grande parte da existência desta intolerância vem de uma deficiência congênita, muito comum em bebês prematuros com menos de 30 semanas de gestação. No caso de gestação completa cujo bebê apresenta os sintomas de intolerância, normalmente a doença tem caráter hereditário. Nos EUA, de 20 a 25% da população apresenta algum grau dessa manifestação. Em populações de descendência européia, a incidência é menor que 25%. Para povos de origem asiática, esse valor pode chegar a 90%. Descendentes de mexicanos, índios e judeus têm cerca de 50% de chance de apresentar algum grau de intolerância (Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/).


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